Na quinta e última ação do Projeto Cia. Cênica – Repertório e Territórios, A Cor Silva tingiu as almas da plateia presente na Comunidade SOL, uma ONG sem fins lucrativos localizada na Estância Jóquei Clube, que oferece acolhimento e tratamento gratuito a usuários abusivos de álcool e outras drogas. Este é o terceiro trabalho que a Cia. leva a esta comunidade, que sempre nos recebeu tão carinhosamente. O que teríamos em comum, além da humanidade? Nosso lugar no mundo, à margem? O desrespeito costumeiro ao qual somos submetidos? O “desajuste” social? Nossa dificuldade em lidar com a crueza da realidade, o que nos faz intervir com tintas, etílicos, movimentos, pó, poesia, pedra? Será? Silva, em vida, foi renegado. Sua arte e seu ofício de artista, desprezados em sua própria casa, em sua própria terra. Mas sigamos adiante.

O sol de Hilda Hilst nos aquece: “ainda que as janelas se fechem, meu pai, é certo que amanhece”.

Gratos por mais este solar encontro.

16 de outubro de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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