Tivemos o prazer de apresentar o espetáculo “Acordes” no colégio Darcy Ribeiro, localizado na zona norte de Rio Preto, no bairro Santo Antonio, periferia da cidade.

O primeiro desafio foi o espaço.

Já havíamos apresentado o espetáculo em teatros e outros espaços não convencionais, mas nunca em um pátio de colégio, desprotegidos da quarta parede e sem os recursos de iluminação.

O segundo desafio foi a não convencionalidade da plateia.

Públicos de várias faixas etárias, classes sociais e constituições culturais e artísticas já assistiram ao espetáculo, mas nunca antes uma turma de educação de jovens e adultos que, em sua maioria, vivera o triste tempo que o espetáculo retrata. É a ditadura militar!

A diretora da escola nos havia dito que dias antes ocorrera uma apresentação de teatro e que a receptividade dos alunos não foi positiva e que a maior parte deles deixou o espetáculo antes mesmo do fim. Vombóra!

Diferentemente dos outros trabalhos da Cia. Cênica, o texto de “Acordes” não é facilmente digerido pela maioria dos públicos. Por outro lado, a linguagem teatral não se assenta exclusivamente no texto para levar a cabo o processo comunicativo. O teatro tem dessas! Pensamento sensível e simbólico foram os meios pelos quais o fenômeno teatral se fez e que, quando nos demos conta, estávamos todos emocionados com a experiência – elenco e público.

Por fim, a falta da convencionalidade do público e do espaço foi só uma bobagem!

27 de agosto de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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