Na quarta parada do Projeto, um grupo de sertanejos aportou na Agerip.  Num espaço belo, em Parque aberto, armamos nossa lona. A natureza assim não quis.  “É chuva que derruba”, diz nosso Sabiás e assim foi. De pronto uma equipe espetacular ajudou-nos a colocar tudo para dentro. Em princípio, sentimo-nos espremidos e perdidos. Qual não fora nosso espanto. Era a providência trazendo aqueles olhares para bem pertinho. Era o aconchego. Chegaram, chegamos. E o espetáculo a todos chegou.

Sorrisos doces, palmas sinceras e canto-coro acompanhando os atores fizeram a trupe emocionar-se e levaram à plateia o verdadeiro fazer teatral. Por e para quem se destina nosso fazer.

Grande encontro, podemos afirmar. Com lágrimas nos olhos os depoimentos mostraram que o espetáculo trouxe aos idosos o reviver de sua adolescência, de suas juventudes, de seus melhores momentos; deu-se a troca. Catártica.

A comitiva que chega cantando a vida e ressignificando o nascimento de Jesus, ressignificou sua própria vida. A poesia se fez dentro, se fez vida- viva. E nunca o nascimento de Jesus foi mais verdadeiro. As questões universais abordadas em Auto da Anunciação, como a solidariedade, a fé e o acesso à terra, fizeram-se plenas. Celebrou-se a vida.

24 de agosto de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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