S A N T A N A  D E  P A R N A Í B A

17/03 – 15h | Praça da Matriz

O Grupo 13 de Maio de Samba do Cururuquara é formado pelos descendentes de ex-escravos que habitavam o bairro Cururuquara, localizado a 15  quilômetros do centro de Santana de Parnaíba. De acordo com os estudiosos do tema, o samba de bumbo ou samba rural paulista nasceu nas fazendas cafeeiras do Vale do Paraíba e do Oeste Paulista e foi levado para Santana de Parnaíba, localizada a 35 km da cidade de São Paulo,  pelos negros que migraram para essa região. Em Santana de Parnaíba, a notícia mais antiga que se tem do samba de bumbo é, de acordo com a memória oral, a festa realizada para comemorar a abolição da escravidão, em 1888. Nesta ocasião, os negros reuniram-se na Capela de Santa Cruz, no bairro do Cururuquara, atual capela menor de São Benedito, e ali ficaram por quatro dias tocando o samba de bumbo, comemorando sua liberdade e uma doação de terras que receberam de um de seus ex-senhores, o fazendeiro Manuel Bueno de Oliveira. Na mesma oportunidade, os libertos plantaram 8 palmeiras, das quais  4, ainda hoje, encontram-se no local, dando-lhe o nome de Largo das Palmeiras. Há alguns anos, esses descendentes dos escravos que lá viviam perderam suas terras e foram obrigados a deixar o bairro, mas continuam lutando para manter viva e íntegra esta festa que canta e dança a liberdade.

O Grupo 13 de Maio de Samba do Cururuquara, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, é parceiro do Projeto Virado à Paulista!

Acompanhe abaixo os registros deste encontro e deixe seu comentário no fim da página.

Imagens captadas/editadas por João Mario Machado, Vladimir Banhara e Cia. Cênica.

2 Comments

  1. Marcia Morelli 4 de Abril de 2018

    Em Santana do Parnaíba o alento e a generosidade dos jovens Guardiões da memória do Genuíno samba de bumbo onde literalmente dançamos, ou pelo menos tentamos. O bumbo bateu forte e a cidade é encantadora! Obrigada os grupos que nos receberam com tanto carinho. A gente precisa voltar e participar da festa grito da noite!

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  2. Simone Moerdaui 10 de Abril de 2018

    Ao chegarmos, fomos logo envolvidos por um grande contador e fazedor de história, João Mário Machado, e seus parceiros de vida, de samba, de luta: Mariana, João Victor e tantos outros. Na apresentação, consciência e transformação, frutos da roda de conversa da noite anterior, no Instituto Samba Autêntico, em São Paulo. O coreto nos esperava, perfeito para um bate-papo verdadeiramente democrático. A memória ainda viva dos e nos “mestres pretos” e a questão de difundir seu legado aos mais jovens, os contagiando; as dificuldades em obter o apoio honesto do poder público e de ter que formalizar projetos vivos demais pra serem encarcerados em formulários; a resistência do Grupo 13 de Maio de Samba do Cururuquara, que busca manter íntegra sua festa pela libertação, frente às tentativas de usurpação por parte dos endinheirados; a necessidade de unir forças; a urgência por unir forças; o compromisso em unir forças; a resistência; a resistência; a resistência. Digna essa troca. Já deixaríamos felizes a cidade de Parnaíba. Mas fomos surpreendidos por bumbos e griots voadores que, na maior camaradagem do mundo, nos pegaram pelas mãos, pelos pés, cabeças, corações, pra nos mostrar, fazendo junto, como é que se faz.

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