P I R A P O R A  D O  B O M  J E S U S

18/03 – 13h | Praça da Matriz

Para a festa do Bom Jesus de Pirapora, em Pirapora do Bom Jesus, afluíam romeiros de várias cidades paulistas – Tietê, Capivari, Tatuí, Quadra, Piracicaba, entre outras – inclusive da capital. Fazendeiros e seus familiares levavam consigo seus escravos, que ficavam alojados em barracões construídos pela Igreja Católica. Era lá que acontecia a parte “profana” da festa: o grande encontro do samba paulista em que, entre “disputas” e sincretismos, o bumbo tinha o papel central. Até que, não tolerando mais a “afronta”, a Igreja resolveu destruir os barracões. O samba paulista sofreu várias formas de repressão. Sua história é permeada pela luta contra o poder estabelecido. Seus fazedores por muitas vezes resistiram, incorporando ou não adaptações e mudanças, por outras sucumbiram. Entre os grupos tradicionais que ainda hoje resistem está do Samba de Roda de Pirapora –  criado na década de 1940 por Honorato Missé e pela embaixatriz do samba, Dona Maria Esther, falecida em 2017 -, que segue difundindo as tradições do samba de bumbo apesar das dificuldades, como o descaso por parte do poder público com relação ao Espaço Paulista Vivo Honorato Missé, conhecido como a Casa do Samba, grande referência para o samba paulista, abrigo de um memorial riquíssimo, e que precisa ser fortalecida e valorizada.

O Samba de Roda de Pirapora, com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da cidade, é parceiro do Projeto Virado à Paulista!

Acompanhe abaixo os registros deste encontro e deixe seu comentário no fim da página.

Imagens captadas/editadas por João Mário Machado, Vladimir Banhara e  Cia. Cênica.

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