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Encontros em que seis diferentes convidades irão tratar de temas relacionados aos outros módulos que compõem a Mostra Cênica Resistências e trocar saberes com o público. A curadoria é dos cinco coletivos parceiros nesta edição da Mostra Cênica Resistências. Confira abaixo as informações.

Inscreva-se gratuitamente clicando aqui ou no link disponível em cada atividade.


TEATRO, VIRTUALIDADE E PORNOGRAFIA

Janaina Leite (SP)

25/4 – domingo – 11h às 13h

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Encontro em que Janaina Leite fala sobre o projeto “Ensaios Escopofílicos para uma História do Olho”, que toma por mote a célebre novela “História do olho” de Georges Bataille, para uma investigação sobre a história do olhar em sua dimensão escopofílica atritando teatro e pornografia. Para além dos temas que podem ser discutidos através da pornografia como sexualidade, erotismo e representações de gênero, interessam as provocações que a pornografia traz à estética ao colapsar pares dicotômicos como arte/não arte, sexo simulado/sexo real, atuação/performance, fruição estética/ interesse lascivo, contemplação/consumo masturbatório, ficção/documento, metaforicidade/literalidade.

Janaina Leite é atriz, diretora e dramaturgista. É uma das fundadoras do premiado Grupo XIX de Teatro de São Paulo e doutoranda na Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 2008 deu início à sua pesquisa sobre o documentário e o uso de material autobiográfico em cena, resultando em diversos espetáculos e no livro “Autoescrituras performativas: do diário à cena”, publicado pela Editora Perspectiva. Em 2019, estreou o espetáculo “Stabat Mater”, contemplado pelo Edital de Dramaturgia para Pequenos Formatos do Centro Cultural São Paulo e ganhador do prêmio SHELL de melhor dramaturgia. Foi ainda finalista do prêmio APCA e eleito melhor espetáculo do ano pelos críticos do Jornal do Estado e da Folha de São Paulo. Trabalha com orientação de cursos, palestras e curadoria no Brasil e em países como França e Portugal. | Foto: André Cherri


PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Gabriela Chaves | NoFront Empoderamento Financeiro (SP)

26/4 – segunda – 10h às 12h

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A atividade tem por objetivo conduzir os participantes na construção de um planejamento econômico de curto, médio e longo prazo, a partir da metodologia desenvolvida pela NoFront que articula cultura e economia. Foi elaborado para pessoas que procuram ferramentas para melhorar a saúde de suas finanças pessoais.

Gabriela Chaves é economista formada pela PUC-SP e Mestre em Economia Política Mundial na UFABC, com cinco anos de experiência no mercado Financeiro. É pesquisadora do NEPAFRO – Núcleo de Estudos Afro-Americanos nas áreas de gênero, raça e trabalho, além de fundadora e CEO da NoFront – Empoderamento Financeiro. | Foto: Monica Silva


TEATRO E AUDIOVISUAL: DA CENA À IMAGEM

Fernando Timba (SP)

27/4 – terça – 10h às 12h

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O artista multimídia propõe, neste bate-papo com o público, um passeio pela fusão de linguagens dentro do processo de criação no teatro, como o espetáculo “Lazarus”, de Felipe Hirsch e sua experiência no cinema e nas artes visuais.

Fernando Timba é artista multimídia. Trabalha e vive na cidade de São Paulo onde desenvolve direção de arte para cinema e videocenários para óperas e espetáculos de teatro e dança. Ministra oficinas sobre imagem em movimento, com foco em vídeo experimental e videomapping. Entre seus trabalhos estão os espetáculos “Puzzle” e “Lazarus” de Felipe Hirsch, imagens para a turnê “Zii e Zee” de Caetano Veloso, o longa metragem “Cidade Pássaro” de Matias Mariani (Primo Filmes – 2020), a série “Feras” de Teo Poppovic, Maria Farkas e Lia Kulakauskas (MTV – Primo Filmes – 2018), o curta metragens “Sem Asas” de Renata Martins (Mahin – 2019) e “A Felicidade Delas” de Carol Rodrigues (Manjericão – 2019).


A POESIA PRETA E SUA MULTIPLICIDADE

Pieta Poeta (MG)

28/4 – quarta – 10h às 12h

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Uma das consequências da diáspora negra foi a fundamentação de um fazer poético multiforme e multidisciplinar. Os diversos formatos da poesia negra estão não só relacionados com a história do negro no mundo, mas contam essa história. Neste encontro, conversar e analisar o fazer poético negro contemporâneo, resgatar suas influências, falar de sua origem histórica, é uma forma de reverenciar a memória, pensar na cena da arte negra, identificar armadilhas coloniais.

Pieta Poeta é músico, escritor, slammer, poeta marginal, professor e ator. Vencedor do SLAMBR 2018, é campeão mundial de poesia falada.
Nascido em Belo Horizonte (MG), onde participa da Coletiva Manas, do Coletivo Sarau Comum e do Coletivoz, grupo com o qual lançou uma antologia poética. É biólogo por formação e começou a participar de slams em 2016. Já publicou 14 zines de forma independente.


CENSURA E REPRESENTATIVIDADE

Renata Carvalho (SP)

29/4 – quinta – 10h às 12h

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Neste encontro, Renata Carvalho, cujo espetáculo “O evangelho segundo Jesus, a rainha do céu” foi alvo de cinco ações de censura no Brasil, conversa sobre temas fundamentais, como representatividade e arte; a prática do transfake; transfobia estrutural e recreativa; censura e os corpos trans/travestis; arte LGBTQI; estereótipos, arquétipos e narrativas viciadas comumente sobre pessoas trans/travestis nas artes; e ética e Interseccionalidades.

Renata Carvalho é atriz, diretora, dramaturga e transpóloga. Graduanda em Ciências Sociais. Fundadora do MONART (Movimento Nacional de Artistas Trans), criando o Manifesto Representatividade Trans, que visa que artistas trans interpretem personagens trans e sejam incluídes nos espaços de criação artística. Fundou também o Coletivo T, primeiro coletivo artístico em SP formado integralmente por artistas trans. Atualmente está́ em cartaz com “O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu”, que já sofreu 5 censuras no Brasil, “Domínio Público” e “Manifesto Transpofágico”. | Foto: Carolina Pires


CONEXÕES LIMINARES

Fabiana Monsalú (SP)

30/4 – sexta – 10h às 12h

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Encontro que pretende ampliar as discussões sobre os rumos das pesquisas, criações e produções realizadas em artes cênicas, no Brasil. A partir de olhares poéticos será lançada luz sob as experiências cênicas realizadas nas diferentes plataformas digitais e as inúmeras possibilidades de percepção e diálogo entre as obras e os espectadores.

Fabiana Monsalú é atriz, performer, diretora, curadora e pesquisadora. Doutoranda em Estudos Teatrais e Performativos (Universidade de Coimbra) e Mestre em Artes Cênicas (USP). É integrante da CompanhiaDaNãoFicção desde 2007 e Criadora do Método TCH no Brasil. Autora do Livro “O Corpo Híbrido do Ator: do treinamento à organicidade para outras possibilidades da cena” (Ed. Giostri). Pesquisa as liminaridades no teatro performativo, o corpo Híbrido no campo e a Arte Relacional no Brasil.